Eu sempre tive noção de ética e justiça.
E conforme o tempo foi passando, o sentido de ética e
justiça ficou mais forte, não somente com os outros, mas comigo mesma.
Errei muitas vezes e, na cara e na coragem, desferi críticas
a mim mesmas tão pesadas, que forjaram em mim uma vontade enorme de querer
acertar, ser ética e justa, comigo, com os outros.
Porém, tirando minha família, as pessoas que mais conviviam próxima
a mim me fizeram um rombo terrível. Conhecendo a noção de justiça que tenho, disseram
inúmeras vezes que eu era “o problema”, que a minha família “sabe do mal que eu
faço a um ser humano”, que eu sou “uma cobra”, “falsa”, “inadimplente”, “irresponsável”,
“mentirosa”, “sínica”, “má”, “só faz merda”, e etc.
Confesso que em um momento da minha vida fui mentirosa,
sínica, má e irresponsável. Porém, esse tempo passou há muitos anos, e as
pessoas em quem confiei usaram o que me arrependo como uma faca bastante afiada
para me fazer duvidar de quem eu sou.
Mas como eu faço limonada com os limões que me deram, sim, eu
serei melhor. Se é para ser ruim, então tudo bem. Posso olhar no espelho e
aceitar o rótulo que essas pessoas me deram, porque acharam “justo”. Se na
cabeça de quem me cerca, na tarefa de ser boa eu sou medíocre, que eu seja uma “ruim”
de excelência.
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